Wednesday, June 24, 2009

Let the pain go away

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My interview with John Sarno about mindbody disorders like back pain, shoulder pain, etc
You just have to click on the link below to watch the video:
http://bit.ly/F4Pet

Things I learned from John Sarno:
1) I create chronic pain and other physical symptoms to avoid facing my emotional pain.
2) To be aware of that, every day, every moment, is the first step to alleviate my chronic pain.
3) Throughout my whole life, I filled up my unconscious reservoir of rage, resentment, fear, insecurity, shame, feeding an emotional pain  that my conscious mind tries to escape from, at all costs, to the point of creating "diseases".
4) New problems and stress can make this reservoir overflow.
5) I can change my attitude towards life and stop filling that reservoir.
6) To accept pain as natural and human, instead of fighting against it - or anesthetizing it - allows it to gradually go away.
7) It's useless to treat the physical symptoms with drugs, physical therapy, surgery, pain clinics, because my mind will keep creating new symptoms.
8) Accepting myself as I am, knowing myself better, sharing with others my deep emotions is the way. 
9) Eating well, exercising, stopping self-destructive habits like alcohol and drug abuse, smoking: chosing health. No more sickness.
10) Being grateful to be alive, helping others whenever possible, asking God for serenity to accept the things I cannot change and courage to change the things I can.

  1. Algumas coisas que aprendi com John Sarno:

    1 - Eu crio dores crônicas e outros sintomas físicos para não enfrentar a dor emocional.
    2 - Tomar consciência disso (a cada dia, cada momento) é o primeiro passo para aliviar a dor crônica.
    3 - Ao longo da vida fui enchendo meu reservatório inconsciente de mágoa, raiva, ressentimento, medo, insegurança, vergonha, alimentando uma dor emocional que a mente consciente evita enfrentar a qualquer preço, a ponto de fabricar “doenças”.
    4 - Novos dissabores e estresses podem fazer esse reservatório transbordar.
    5 - Eu posso mudar minha atitude diante da vida e parar de encher esse reservatório de mágoa.
    6 - Aceitar a dor como algo natural e humano, em vez de lutar contra ela - ou anestesiá-la - permite que ela aos poucos diminua e vá embora.
    7 - Não adianta tratar os sintomas fisicos com remédios, fisioterapias, cirurgias, clínicas da dor, porque minha mente vai continuar criando outros sintomas.
    8 - Me aceitar como eu sou, me conhecer melhor, dividir com os outros minhas emoções mais profundas é o caminho.
    9 - Boa alimentacão, exercício vigoroso e assíduo, parar com hábitos autodestrutivos como o abuso de álcool, drogas, cigarro, escolher a saúde. Chega de doença.
    10 - Ser grato por estar vivo, ajudar os outros no que for possível, pedir a Deus serenidade pra aceitar o que não posso mudar, e coragem para mudar o que posso.

Thursday, May 28, 2009

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PROJETO DE EPÍLOGO
para As Flores do Mal
Charles Baudelaire
(tradução Jorge Pontual)
I

De coração leve subi até o ápice
Da colina, de onde se vê toda a cidade:
Hospital, bordel, purgatório, inferno, cárcere,

Lugar onde prospera toda enormidade.
Sabes bem, Satã, patrono do meu quebranto,
Que lá não ia para chorar saudade

Mas, velho rufião de uma velha amante,
Embriagar-me de ti, enorme messalina,
Do teu charme infernal que me renova tanto!

Quer durmas ainda no torpor matutino,
Lerda, escura. gripada, quer te engalanes
Com os véus da noite, bordados de ouro fino,

Eu te amo, capital infame! Mundanas
E malandros também oferecem prazeres
Inatingíveis pelos vulgares profanos...

II

Calmo como um sábio, doce como um maldito,
Minha charmosa, belíssima, eu te amo.
Tua luxúria sem sede, amores sem alma,
Teu gosto de infinito
Presente em tudo, até no próprio Mal...

Tuas bombas, punhais, vitórias, festivais,
Tuas avenidas melancólicas,
Tuas pensões baratas,

Teus jardins cheios de suspiros e intrigas,
Teus templos que vomitam orações melódicas,
Teu choro infantil, teu riso de velha louca,
Teus desencantos...

Teus fogos de artifício, gozo em chafariz,
Alegrando o céu mudo e tenebroso.

Teu venerável vício, de sobrepeliz,
Tua virtude pífia, de olhar lacrimoso,
Chafurdando no luxo que a faz feliz.

Teus princípios salvos, tuas leis conspurcadas,
Teus monumentos altivos fisgando brumas,
Tuas cúpulas de metal que o sol inflama,
Tuas rainhas do palco, vozes de fada,
Teus dobres de luto, teus canhões trovejantes,
Teu piso mágico erguido em barricada
Tua politicalha de estilo barroco
Pregando o amor, e mais, teus esgotos de sangue
Se engolfando no inferno como um Orenoco,
Teus sábios, novos bufões de velho reboco.

Anjos cobertos de ouro, púrpura e xanto,
Sois testemunhas de que cumpri meu dever,
Como perfeito alquimista, alma de santo
Pois sei de cada coisa extrair o nó.
Me destes tua lama, eu fiz ouro em pó.



PROJET D’UN ÉPILOGUE

I

Le coeur content, je suis monté sur la montagne
D’où l’on peut contempler la ville en son ampleur,
Hôpital, lupanar, purgatoire, enfer, bagne,

Où toute énormité fleurit comme une fleur.
Tu sais bien, ô Satan, patron de ma détresse,
Que je n’allais pas là pour répandre un vain pleur;

Mais, comme un vieux paillard d’une vieille maîtresse,
Je voulais m’enivrer de l’énorme catin,
Dont le charme infernal me rajeunit sans cesse.

Que tu dormes encor dans les draps du matin,
Lourde, obscure, enrhumée, ou que tu te pavanes
Dans les voiles du soir passementés d’or fin,

Je t’aime, ô capitale infernale! Courtisanes
Et bandits, tels souvent vous offrez des plaisirs
Que ne comprennent pas les vulgaires profanes.

II

Tranquille comme un sage et doux comme un maudit,
J’ai dit:
Je t’aime, ô ma très belle, ô ma charmante...
Que de fois...
Tes débauches sans soif et tes amours sans âme,
Ton goût de l’infini,
Qui partout, dans le mal lui-même, se proclame...

Tes bombes, tes poignards, tes victoires, tes fêtes,
Tes faubourgs mélancoliques,
Tes hôtels garnis,
Tes jardins pleins de soupirs et d’intrigues,
Tes temples vomissant la prière en musique,
Tes désespoirs d’enfant, tes jeux de vieille folle,
Tes découragements,

Et tes feux d’artifice, éruptions de joie,
Qui font rire le Ciel, muet et ténébreux.

Ton vice vénérable étalé dans la soie,
Et ta vertu risible, au regard malheureux,
Douce, s’extasiant au luxe qu’il déploie.

Tes principes sauvés et tes lois conspuées,
Tes monuments hautains où s’accrochent les brumes,
Tes dômes de métal qu’enflamme le soleil,
Tes reines de Théâtre aux voix enchanteresses,
Tes tocsins, tes canons, orchestre assourdissant,
Tes magiques pavés dressés en forteresses,
Tes petits orateurs, aux enflures baroques
Prêchant l’amour, et puis tes égouts pleins de sang,
S’engouffrant dans l’Enfer comme des Orénoques,
Tes sages, tes bouffons neufs aux vieilles défroques.
Anges revêtus d’or, de pourpre et d’hyacinthe,
Ô vous! soyez témoins que j’ai fait mon devoir
Comme un parfait chimiste et comme une âme sainte.
Car j’ai de chaque chose extrait la quintessence,
Tu m’as donné ta boue et j’en ai fait de l’or.


Thursday, April 09, 2009

9 de abril,1821 - nasce Charles Baudelaire




Élévation

Au-dessus des étangs, au-dessus des vallées,
Des montagnes, des bois, des nuages, des mers,
Par delà le soleil, par delà les éthers,
Par delà les confins des sphères étoilées,

Mon esprit, tu te meus avec agilité,
Et, comme un bon nageur qui se pâme dans l'onde,
Tu sillonnes gaiement l'immensité profonde
Avec une indicible et mâle volupté.

Envole-toi bien loin de ces miasmes morbides;
Va te purifier dans l'air supérieur,
Et bois, comme une pure et divine liqueur,
Le feu clair qui remplit les espaces limpides.

Derrière les ennuis et les vastes chagrins
Qui chargent de leur poids l'existence brumeuse,
Heureux celui qui peut d'une aile vigoureuse
S'élancer vers les champs lumineux et sereins;

Celui dont les pensers, comme des alouettes,
Vers les cieux le matin prennent un libre essor,
-- Qui plane sur la vie, et comprend sans effort
Le langage des fleurs et des choses muettes!

Elevação


Acima dos valões, acima dos quintais,
Das montanhas, dos bosques, das nuvens, dos mares,
Muito depois do sol, dos campos estelares,
Muito além dos confins das esferas astrais,

Espírito meu, voas com agilidade;
Como o bom nadador que na onda se excita,
Mergulhas com prazer na amplidão infinita,
Na indizível volúpia da virilidade.

Decola para longe deste chão doente,
Vai te purificar no ar superior
E sorver o límpido, divino licor
Da clara luz que inunda o espaço transparente.

Em meio a infortúnio, mágoa e veneno,
Que tornam mais pesada esta vida brumosa,
Feliz de quem puder com asa vigorosa
Alçar vôo no céu luminoso e sereno;

Quem tiver pensamentos como a passarada
Que no ar da manhã revoa em liberdade
-- Quem planar sobre a vida, entender a verdade,
Na linguagem da flor e das coisas caladas!

Charles Baudelaire, tradução Jorge Pontual


Friday, January 23, 2009

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To celebrate the beggining of this new era, I made a slideshow with pictures of the Tribute in Light memorial that has happened every September 11 in New York. It was created by the architects Gustavo Bonevardi and John Bennett.
9/11 led to two opposing paths: one, to Bush and the awful, hopefully never built "Freedom" Tower. The other to Barack Obama and the Tribute in Light.
The music is "Agonía" from the Argentine composer Osvaldo Golijov's Pasión Segun S. Marcos sung by Luciana Souza and the Caracas Schola Cantorum. Clic on the picture to download the video.

Text:
Agonía (Aria de Jesús)
Jesús (Solo 1):
Abba, abba, abba...
Aparta el cáliz de mi
apártalo de mi

Marcos (Coro A):
Él volvió y ellos dormían
y llamó a Pedro:

Jesús: (Solo 2):
Simón!... Duermes?... Duermes?

Coro A:
Simón!...
duermes?... duermes?
Siquiera una hora
pudiste velar?

Coro B:
Si al anochecer
a medianoche
o a la mañana...
(eco de los anuncios)

Jesús (Solo 3):
Despiértense...
para evitar la tentación.
El alma quiere la verdad
pero la carne es débil.

Solo 1:
Abba, abba, abba...
Aparta el cáliz de mi
apártalo de mi

Marcos (Coro A):
Él volvió y dormían
Los ojos de sueño
cargados tenían

Jesús (Solo 1):
Abba, Abba, Abba...
Aparta de mi el cáliz
aparta el cáliz, apártalo...
Pero no lo que quiero yo
sino lo que Tú

Jesús (Solo 3):
Duerman ya
la hora llegó

Coro B:
Si al anochecer
a medianoche
o a la mañana

Jesús (Solo 1):
Vámonos, vámonos, levántense
No ven que el hijo el hombre
va a ser entregado
en manos de los pecadores?
Vamos, se acerca el traidor ahí,
el hijo el hombre ya se va, sí
Ya se va el hijo del hombre..

Coros:
Ya se va el hijo del hombre...

Os pulos do gato, Anna Maria Ribeiro

Tem coisa mais bonita do que generosidade? Não estou me referindo a esmolas e outros que tais. Falo da que se revela quando pessoas especiais nos mostram os pulos do gato que dão certo na vida. E, como se isto já não bastasse, se orgulham de nós quando passamos a executá-los. E não ensinam formalmente, não! Ensinam sendo quem são. Não foram poucas as pessoas que em minha vida me agraciaram com esta arte de pular certo, na hora certa. Mas algumas se destacam. A primeira talvez até tivesse por obrigação me fazer pular: o Pai. Mas o fez tão bem que até hoje, passados mais de quarenta anos de sua morte, ainda escuto a voz: o pulo que serve agora é este. E sempre dá certo fazendo com que no pulo eu me transporte para lugares seguros ou adequados para resolver a situação de perigo, indecisão, medo ou tristeza em que me encontro. De Babá, nem se fala. A generosidade dela era especializada em coisas práticas, maneiras de ser. Analfabeta, era uma sábia e me ensinou entre outros o pulo de gostar de mim mesma. E olha que isto não é fácil. Gostar apesar de, gostar me aceitando como sou. Poucas horas antes de morrer, já muito velhinha me disse: “você tem mania de dar aos outros o que não sobra pra você. Coisa boba isto por que numa hora de raiva você acaba cobrando o que deu e isto é muito feio. Dá apenas o que não vai te fazer falta e ai vai ser bom, sabe? A pessoa vai ficar muito contente e você também.“ Acreditem, aprendi este pulo e nunca mais esqueci. Muito mais tarde veio o Gerente. O conheci quando era ele um importante analista do CPD do IBRA, no Rio de Janeiro e eu Assistente Geral do Centro de Cadastro e Tributação de Brasília do mesmo IBRA. Ele veio para uma reunião para implantação do Cadastro de Arrendatários e Parceiros. Por dever de anfitriã da cidade ainda tão jovem (1966) levei-o para dar a volta ao lago. E foi a partir daí que comecei a aprender uma quantidade espantosa de pulos com ele. E não parou mais. Transferimo-nos depois, em épocas diversas para o SERPRO, onde por anos foi meu chefe, ensinando pulos da maneira mais eficaz que se pode ensinar: sendo. O ser não se limitava ao técnico talentoso e mais que competente, ao contrário. Ia muito além chegando às paragens bem mais importantes em que pular certo é extremamente difícil neste País: ética, decência, honestidade, firmeza, clareza e que mais sei eu. Muito mais moço que eu, é o testemunho de que a idade maior do discípulo não influi na qualidade do aprendizado. Agora falo do Casal que nem mais é um. E se não mais é um pela formalidade o é pela generosidade que habita os dois num grau inimaginável. É tanta que acaba sobrando pra gente, nós amigos que éramos de um casal e agora somos de cada um. O que aprendi com eles neste particular é impagável e quisera eu chegar à perfeição que chegaram nesta generosidade incondicional que demonstram e que faz parte intrínseca de ambos e por isto a exercem como se fosse a coisa mais natural do mundo. Pulando com elegância e maestria. Tenho pra mim que nem percebem isto. Mesmo longe, hoje em dia, me ensinam. E, mais recente, vem o Mestre. Ou pelo menos assim o conheci quando resolvi levar a sério esta vontade de escrever que sempre me perseguiu. Fui pra lá como quem vai para uma aula. E me enganei. Para muito além da dramaturgia me foi mostrada a vida. Tanto que às vezes me confundia: está ele falando de dramaturgia ou de minha vida? Dono de uma cultura que extrapola a fronteira do assunto, me abriu um mundo. E tome pulo de gato me oferecido com a maior generosidade. Era um atrás do outro. Se algum mérito hoje me cabe nos escritos devo demais a ele. Senti-me um tanto órfã quando as aulas terminaram depois de uns quatro anos. Era tão bonito e não estou falando do assunto: era a forma, a maneira generosa de ensinar, esclarecendo tudo, não escamoteando nada. Ainda aprendo com ele em palestras e conversas e em almoços que por vezes programamos. Hoje é também um amigo. E mais outro: o Irmão, muito mais que irmão, um pai para meus filhos. Começou esta carreira paterna com apenas 16 anos como padrinho de meu filho mais velho que fazia dormir em seu quarto quando eu vinha ao Rio de férias. Um bebê apenas era Rogério. E até sua morte aos 21 anos, Padrinho, foi para ele sempre presente no sono e no acordar. As fraldas trocadas viraram palavras em conversas intermináveis mais que importantes, até que ele se foi. Meus outros dois filhos nunca se conformaram de também não serem afilhados. Tanto que lhe conferem até hoje este título, ignorando os reais titulares. Várias vezes me cobraram não serem afilhados de fato. E têm razão. Eu deveria ter dado a ele a exclusividade. No mais o Irmão, tão diferente de mim, ensina a mim e a todos que o conhecem o que é ser “bom”. Por que é isto que ele é. Talentoso como ele só, escreve (infinitamente melhor do que eu), conhece música e toca violão (também infinitamente melhor).

Não consegui me igualar a nenhum deles mas me tornei uma pessoa melhor do que seria se não houvessem existido. A mim falta a sabedoria do gato. Os pulos que aprendi não foram criação minha. E, os que hoje sou capaz de dar me foram ofertados pela generosidade imensa desta gente tão querida que tive e tenho como amigos. Sortuda eu, não?

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Anna Maria Ribeiro, a Amiga

Saturday, January 17, 2009

Françoise Hardy

Jacques Brel

Friday, January 16, 2009

Anthony and the Johnsons



Leonard Cohen's The Guests

me veio pelo amigo Edney Silvestre