Thursday, August 04, 2005



Visita virtual da catedral de Chartres

Mozart, Requiem: Confutatis ; Lacrimosa ; Agnus Dei/Lux Aeterna
Filarmônica de Viena, Karl Böhm

Bioglyph

A bioluminescência, reação bioquímica que faz alguns organismos brilharem no escuro, como os vagalumes e as águas-vivas, atinge uma eficiência de 98% na conversão de energia em luz. Desde que o fenômeno começou a ser estudado, cientistas e engenheiros tentam reproduzi-lo, sem sucesso. Essa "luz fria" é o santo graal da engenharia elétrica.

Christopher Dewdney, Acquainted with the Night


Bioglyph

Estudantes da Universidade de Montana, EUA, usam a bioluminescência de certas bactérias para criar arte. As bactérias são dispostas em tubos de ensaio formando desenhos no escuro. A exposição dessas obras, chamadas Bioglyphs, aconteceu aqui em New York em 2002. Como escreveu o canadense Christopher Dewdney no livro dele sobre a noite (segundo Margaret Atwood, ele muda a maneira de a gente ver a noite), esses seres que brilham no escuro têm algo de sobrenatural.


Bioglyph
Mariposa Atlas

"As mariposas gigantes só vivem algumas semanas e, como as supermodels, comem muito pouco. Na verdade, a maioria sequer tem boca. Vivem só para copular e procriar e não atraem umas às outras pela visão, mas pelo cheiro. Os desenhos opulentos e cores sutis das asas não parecem ter outra função, senão a de nos deslumbrar. As asas são pura invenção, ou talvez a arte de uma civilização extraterrestre - como se perfumes e rios e fumaça magicamente tivessem se transferido para elas. A noite é cheia de maravilhas escondidas, mas as mariposas gigantes que flutuam em torno das luzes nas noites de verão são a mais arrebatadora encarnação da noite. São como talismãs emblemáticos, ainda mais misteriosos por não saberem que retratam a essência da escuridão. Como pode a noite esconder sua beleza mais profunda, mais secreta, no negror? Qual é o propósito de ser fabulosamente bela se não é para atrair outras mariposas? Por que essas mariposas não podem se ver como nós as vemos? Estes são alguns dos enigmas mais profundos da noite, e as respostas são tão fugazes quanto a própria escuridão".

Christopher Dewdney, Acquainted with the Night

Mariposa Luna

Wednesday, August 03, 2005



Joan Baez é outra que envelheceu bem. Fui vê-la num show aqui em New York e fiquei encantado. Sou fã dela desde garoto. O teatro estava lotado de gente da minha idade. Ela contou uma piada ótima:

Três microcirurgiões se encontram. O primeiro diz que recebeu um paciente, um pianista, que tinha tido as mãos esmagadas. Fez uma cirurgia tão perfeita, que o cara estava de novo dando concertos.
O segundo conta que o paciente dele era um maratonista que foi atropelado e teve as pernas cortadas. Mas ele fez um reimplante tão bem feito que o cara voltou a correr e ganhou a Olimpíada.
O terceiro diz que isso não é nada. O paciente dele estava cavalgando quando foi atropelado por um trem. Só sobraram o chapéu de cowboy e o cu do cavalo. E hoje ele é o presidente dos Estados Unidos!

Com vocês, Joan Baez:

Sad Eyed Lady of the Lowlands
Blowing in the Wind
Joe Hill
Long Black Veil
There but for Fortune

Bob Dylan e Joan Baez


Charles Baudelaire, tradução Jorge Pontual

Tristesses de la lune

Ce soir, la lune rêve avec plus de paresse;
Ainsi qu'une beauté, sur de nombreux coussins,
Qui d'une main distraite et légère caresse
Avant de s'endormir le contour de ses seins,

Sur le dos satiné des molles avalanches,
Mourante, elle se livre aux longues pâmoisons,
Et promène ses yeux sur les visions blanches
Qui montent dans l'azur comme des floraisons.

Quand parfois sur ce globe, en sa langueur oisive,
Elle laisse filer une larme furtive,
Un poète pieux, ennemi du sommeil,

Dans le creux de sa main prend cette larme pâle,
Aux reflets irisés comme un fragment d'opale,
Et la met dans son coeur loin des yeux du soleil.


Tristezas da lua

Esta noite a lua sonha com mais preguiça;
Como a bela deitada em travesseiros cheios,
Antes de dormir, mão distraída e roliça,
Acaricia o leve contorno dos seios.

No dorso de cetim de avalanches suaves,
Morrendo ela se entrega a um lento gozar
E pelas visões brancas de flores e aves
Que sobem para o azul, ela passeia o olhar.

Às vezes, neste mundo, do langor da cama,
Uma furtiva lágrima ela derrama.
Avesso ao sono, um poeta da paixão

Na palma da mão colhe a lágrima clara,
Centelha de arco-íris numa opala rara,
E a põe longe do olhar do sol, no coração.

Pink Floyd, Dark Side of the Moon





O anjo de Bethesda, o anjo das águas, no Central Park.
No final da peça Angels in America de Tony Kushner, quatro personagens se encontram ao pé da fonte e um deles conta a história do anjo que tocou a água de uma fonte em Jerusalém, e a água se tornou milagrosa, curando os doentes. Quando o Milênio chegar, ele diz, todos os que sofrem, no corpo ou no espírito, atravessarão a fonte de Bethesda e serão curados, lavados da dor.




Sarah McLachlan, Angel

Jacques Dutronc como Van Gogh

Jacques Dutronc, o roqueiro francês casado com Françoise Hardy, fez o papel de Van Gogh no filme de Maurice Pialat sobre o pintor.
Ouça algumas faixas de Dutronc:

Il est cinq heures, Paris s'éveille
J'aime les filles
700 millions de chinois
Puisque vous partez en voyage (com Françoise Hardy)

Tuesday, August 02, 2005

Van Gogh, Noite estrelada sobre o rio Ródano

"Tenho uma necessidade terrível de ... religião. Então saio à noite e pinto as estrelas".

"Não sei nada com certeza, a não ser que ver as estrelas me faz sonhar".

Vincent van Gogh

Van Gogh, Noite estrelada

Chopin, três noturnos, Janusz Olejniczak, piano

Noturno em Dó sustenido menor
Noturno em Dó menor
Noturno em Mi menor

Don McLean, Vincent (Starry, Starry Night)