Tuesday, October 12, 2010

Jessye Norman



Milênio com Jessye Norman

Backstage here

Saturday, September 11, 2010

vida breve, vida imensa



Cazuza e Keith Haring, artistas imensos dos nossos tempos, nasceram no mesmo ano, 1958, e morreram aos 31 anos de AIDS em 1990.
Juntei neste video a Vida Louca Vida de Cazuza e a arte de Keith, o grafiteiro do subway de Nova York que se tornou um dos artistas mais populares do mundo, especialmente entre as crianças. Apaixonado pelo Brasil (vide o seu Brazil, em cima de um trecho do nosso mapa, seguido de Pelé e Capoeira) e pelos homens de Porto Rico, Keith se dizia um branco de alma negra. Pintou os corpos dos negros Bill T. Jones e Grace Jones, criou um dos símbolos da campanha contra o apartheid, militou no combate à AIDS e ao crack e pelo sexo seguro, criou ícones como o bebê radiante e embora inimigo das religiões organizadas (debochava da hipocrisia do Vaticano, carregado de arte homoerótica) deixou como um dos seus últimos trabalhos o sublime tríptico de prata que é hoje a peça mais bela da Catedral de São João em Nova York. Vida louca, vida breve, vida imensa.

Friday, September 10, 2010

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I made a slideshow with pictures of the Tribute in Light memorial that has happened every September 11 in New York. It was created by the architects Gustavo Bonevardi and John Bennett. Click here to watch on YouTube or click on the poicture to download the video.
9/11 led to two opposing paths: one, to Bush and the awful, hopefully never built "Freedom" Tower. The other to Barack Obama and the Tribute in Light.
The music is "Agonía" from the Argentine composer Osvaldo Golijov's Pasión Segun S. Marcos sung by Luciana Souza and the Caracas Schola Cantorum. Clic on the picture to download the video.

Text:
Agonía (Aria de Jesús)
Jesús (Solo 1):
Abba, abba, abba...
Aparta el cáliz de mi
apártalo de mi

Marcos (Coro A):
Él volvió y ellos dormían
y llamó a Pedro:

Jesús: (Solo 2):
Simón!... Duermes?... Duermes?

Coro A:
Simón!...
duermes?... duermes?
Siquiera una hora
pudiste velar?

Coro B:
Si al anochecer
a medianoche
o a la mañana...
(eco de los anuncios)

Jesús (Solo 3):
Despiértense...
para evitar la tentación.
El alma quiere la verdad
pero la carne es débil.

Solo 1:
Abba, abba, abba...
Aparta el cáliz de mi
apártalo de mi

Marcos (Coro A):
Él volvió y dormían
Los ojos de sueño
cargados tenían

Jesús (Solo 1):
Abba, Abba, Abba...
Aparta de mi el cáliz
aparta el cáliz, apártalo...
Pero no lo que quiero yo
sino lo que Tú

Jesús (Solo 3):
Duerman ya
la hora llegó

Coro B:
Si al anochecer
a medianoche
o a la mañana

Jesús (Solo 1):
Vámonos, vámonos, levántense
No ven que el hijo el hombre
va a ser entregado
en manos de los pecadores?
Vamos, se acerca el traidor ahí,
el hijo el hombre ya se va, sí
Ya se va el hijo del hombre..

Coros:
Ya se va el hijo del hombre...

Friday, April 09, 2010

9 de abril,1821 - nasce Charles Baudelaire




Élévation

Au-dessus des étangs, au-dessus des vallées,
Des montagnes, des bois, des nuages, des mers,
Par delà le soleil, par delà les éthers,
Par delà les confins des sphères étoilées,

Mon esprit, tu te meus avec agilité,
Et, comme un bon nageur qui se pâme dans l'onde,
Tu sillonnes gaiement l'immensité profonde
Avec une indicible et mâle volupté.

Envole-toi bien loin de ces miasmes morbides;
Va te purifier dans l'air supérieur,
Et bois, comme une pure et divine liqueur,
Le feu clair qui remplit les espaces limpides.

Derrière les ennuis et les vastes chagrins
Qui chargent de leur poids l'existence brumeuse,
Heureux celui qui peut d'une aile vigoureuse
S'élancer vers les champs lumineux et sereins;

Celui dont les pensers, comme des alouettes,
Vers les cieux le matin prennent un libre essor,
-- Qui plane sur la vie, et comprend sans effort
Le langage des fleurs et des choses muettes!

Elevação


Acima dos valões, acima dos quintais,
Das montanhas, dos bosques, das nuvens, dos mares,
Muito depois do sol, dos campos estelares,
Muito além dos confins das esferas astrais,

Espírito meu, voas com agilidade;
Como o bom nadador que na onda se excita,
Mergulhas com prazer na amplidão infinita,
Na indizível volúpia da virilidade.

Decola para longe deste chão doente,
Vai te purificar no ar superior
E sorver o límpido, divino licor
Da clara luz que inunda o espaço transparente.

Em meio a infortúnio, mágoa e veneno,
Que tornam mais pesada esta vida brumosa,
Feliz de quem puder com asa vigorosa
Alçar vôo no céu luminoso e sereno;

Quem tiver pensamentos como a passarada
Que no ar da manhã revoa em liberdade
-- Quem planar sobre a vida, entender a verdade,
Na linguagem da flor e das coisas caladas!

Charles Baudelaire, tradução Jorge Pontual