Thursday, June 09, 2005

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Baía da Traição
Estou escrevendo uma estória que começa na Baía da Traição na Paraíba, no século XVII. Uma história de judeus, holandeses, brasileiros, índios potiguaras e tapuias. Quatro séculos depois a baía continua de difícil acesso. Naquela ponta que se vê ao longe está a barra do rio Mamanguape, onde fica o único refúgio do peixe-boi marinho na costa brasileira. Mais pra dentro estão as aldeias potiguaras, última reserva indígena no nosso litoral. As ruínas do forte e da igreja de São Miguel, as falésias de onde se vê a chegada das caravelas que descem o Atlântico, coqueiros, canaviais, terra vermelha, areia branca, o vento e o mar forte, traiçoeiro, quase nada mudou.
Viajo pra lá na imaginação, noutro tempo, o meu tempo, e invento gente que existe, sonha, luta, vive e morre. Todos se traem, aos outros e a si mesmos. Certeiro só o horizonte, lá longe.

Mais Baía da Traição no site da Pousada Catumbaé.

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